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Breves Curiosidades sobre o Jardim da Saúde:

Nosso bairro originou-se da junção de duas glebas, com 700.000 m² cada uma. A 1º ficava junto à Av. Bosque da Saúde e pertencia aos Srs. Oscar Rodrigues e Horácio de Melo, adquirida em 1921 para arruar e lotear. A 2º foi comprada em 1938, pelos Srs. Paulo de Almeida Barbosa, Diogo de Toledo Lara e Antônio Toledo Lara Filho.

O início do planejamento teve como base o formato de alguns desenhos da Companhia City e foram idealizados pelo arquiteto e urbanista Jorge Macedo Vieira.

Em 1925 inaugurou-se a linha de bondes nº 30, que saia do início da Av. Bosque da Saúde com a Av. Jabaquara, em uma antiga parada chamada Primeira Sessão, hoje Praça da Árvore, vindo até o famoso “ponto final do bonde”, entre as ruas Tiquatira e Jussara. Era uma das opções para entrar no bairro.

Em 1945 nascia a Sociedade Amigos do Jardim da Saúde, a mais antiga da capital. No 1º ano ela já registrava 112 associados que utilizavam a sede própria para reuniões comunitárias e projeções de filmes, fato que trazia numerosa platéia para assistir seus ídolos do cinema.

Até o fim dos anos 40 a atual Av. Cursino chamava-se R. Diogo Welshe e era uma rua de terra batida que recebia muitos animais ao longo do extenso trajeto. Era comum verificar a passagem de bois, cavalos, carneiros etc. Depois ficou mais conhecida como a Estrada do Cursino, devido ao sítio do Capitão André Cursino, localizado nesta área.

Nos idos dos anos 50, os paulistanos começaram a descobrir algumas formas mais práticas de acesso ao bairro, quer seja pelo Alto do Ipiranga, junto à R.Vergueiro; ou pelo Tanque da Pólvora, hoje entre a Av. Tancredo Neves e Osvaldo Aranha, ou ainda pela Av. Bosque da Saúde.

Em 1950 foi inaugurado o Parquinho, hoje EMEI Montese, cujas piscinas e bosques, além do nível de ensino, eram a maior atração. Poucos anos depois, na parte de trás do terreno, instalou-se o Grupo Escoteiro Tuiucuê e, à frente, uma escola de madeira cujo nome era Grupo Escolar Raul Fonseca, hoje Biblioteca Amadeu Amaral.

Em 1953, através de liminar deferindo a abertura de comércio nos lotes da R. Diogo Welshe (Av. Cursino) fundou-se a 1ª loja oficialmente reconhecida, a Casa Samir.

Em 1957, houve a 1ª missa na recém construída Igreja Sagrada Família, celebrada pelo Frei Miguel Lanzani, um padre atuante que andava de lambreta visitando os fiéis. Daí originou o nome da praça ao lado da igreja.

Ao longo dos anos, surgiram várias associações comunitárias de relevância social e esportiva. Algumas acabaram, como a Escuderia JASA, Alvorada F.C. etc. Outras vieram para consolidar nossa estrutura; como o Rotary, Loja Maçônica, Associação Cultural e Esportiva, Associação de Moradores (aprovou o Tombamento, Alteração do Zoneamento etc.), Associação de Lojistas, entre inúmeras outras que o leitor poderá ajudar a detalhar para um imprescindível reconhecimento.
Compilado por Maria Carolina Khoury

Jardim da Saúde é um dos Bairros preferidos da colônia japonesa em São Paulo

Levantamento do Centro de Estudos Nipo-Brasileiros revela que a população de descendentes de japoneses no Brasil é estimada em 1,5 milhão de pessoas. Atualmente, 75% deles estão concentrados no Estado de São Paulo (40% somente na Grande São Paulo), 15% no sul do Brasil, principalmente no Paraná, e 10% em outros estados.
Em São Paulo, boa parte dos descendentes vive no Jardim da Saúde, Zona Sul da capital. Com mais de 97 mil moradores é, ao lado da Liberdade e Aclimação, um dos bairros que concentram o maior número de pessoas da colônia japonesa. Eles chegaram atraídos por ruas arborizadas, praças em todo canto, liberdade e muito silêncio. "Aqui, nos sentimos seguros" afirma Nilton Nogi, da Casa primavera, loja fundada por seu pais há 53 anos.
Como os pais de Nogi, os imigrantes japoneses iniciaram sua vida no Brasil, em sua maioria, como agricultores no interior do Estado de São Paulo. Depois, atraídos pela capital, aqui acabaram se instalando e abrindo seus próprios negócios, como é o caso de inúmeros moradores do Jardim da Saúde que mantêm pequenos mercados, lavanderias, restaurantes e lojas de utensílios domésticos.
Hiroaki Takahashi, de 81 anos, chegou ao bairro depois de se aposentar, há cerca de 20 anos. "Adoro este bairro porque aqui é perto de tudo, tem uma boa localização e uma grande colônia japonesa", conta o filho de imigrantes que ocupa seu tempo com jogos de gateball no campo da Associação Cultural e Esportiva Saúde.
(texto extraído no Informativo Mensal - Edição 19 - maio/2008 do Orient News)

Obs: Muito haverá de ser escrito e falado sobre a história do Jardim da Saúde. Se você tem informações ou registros antigos, queira por gentileza entrar em contato com:
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