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 Monumento à Independência

O Monumento do Ipiranga está situado às margens do córrego do Ipiranga, afluente do Rio Tamanduateí, na cidade de São Paulo, em cujas margens o Príncipe Regente D. Pedro, depois Imperador do Brasil, deu o brado da Independência, em 7 de setembro de 1.822. No que tange ao significado da palavra Ipiranga há divergências entre os estudiosos: "água roxa", "rio vermelho", "leito desigual e empinado".

O Monumento do Ipiranga, juntamente com a Casa do Tropeiro, habitação rural típica paulista do século XIX, o Museu Paulista e o belo jardim renascentista, constituem, na colina histórica, o marco da Independência, conhecido como Parque do Ipiranga ou da Independência.

Á idéia de erguer um monumento para perpetuar a efeméride de 7 de setembro de 1.822 parte de um grupo de cidadãos, de que faz parte Antonio da Silva Prado, futuro Barão de Iguape, que pede licença às autoridades para abrir uma subscrição pública com aquele objetivo.

Em 1824 o Presidente da Província de São Paulo, Lucas Antonio Monteiro de Barros, futuro Visconde de Congonhas do Campo, expediu circular às Câmaras Municipais e demais autoridades da Província para promoverem subscrição voluntária, cujo objetivo era construir o Monumento do Ipiranga. Vários movimentos surgiram até a concretização da obra, cuja construção iniciou-se em 1.884. O prédio atual Museu Paulista foi arquitetado pelo italiano Thomaz Gaudêncio Bezzi, que desejava construir um palácio, mas o Governo queria a construção de uma escola. Sem acordo entre ambos, a obra teve início com a supervisão de outro italiano, Luiz Pucci. O Dr. José Vicente de Azevedo, futuro Conde José Vicente de Azevedo, apresentou, quando deputado provincial, um projeto, em 1885, sugerindo que no prédio comemorativo à Independência fosse criada uma Universidade. A sugestão foi recebida entusiasticamente por S.M.I. D.Pedro II, que se congratulou com o Presidente da Comissão de Obras, Barão de Ramalho e com o autor do projeto.

Durante a execução da obra foi criada uma linha de bonde que, partindo do largo da Sé, atingia a colina do Ipiranga.

Em 1890 as obras ficaram paralisadas por quatro anos. Em 1894 foram levadas para o museu as aquisições do Major Sertório e do Conselheiro Francisco de Paulo Mairinque.

Em 7 de setembro de 1896 foi solenemente inaugurado um Museu, não uma escola, satisfazendo o desejo de Bezzi, Arsênio Puttemans, paisagista, foi incumbido pelo Governo, em 1907, de ajardinar a área fronteira do museu.

Em 1912, o Presidente do Estado, Conselheiro Francisco de Paula Rodrigues Alves, autorizou o Governo a erigir um monumento no Ipiranga, cujo objetivo era perpetuar a proclamação da Independência Nacional. Em 1917 foi aberta a concorrência. As maquetes de arquitetos brasileiros e estrangeiros foram expostas nas salas do Palácio das Indústrias (atual Prefeitura Municipal). O concurso encerrou-se em 1920 e entre os finalistas estavam os projetos de Etzel-Contratti Brizzolara e Rollo foi escolhido pelo povo, artistas, críticos e jornalistas. Entretanto, o Governo nomeou uma comissão, composta de empreiteiros, vereadores, engenheiros e funcionários públicos, que escolheram o projeto Ettore Ximenez. Segundo noticiário da época, tal projeto tinha sido encomendado pelo Czar Nicolau II, mass não se concretizara, devido a revolução de 1917. A obra provocou debates na impresa paulista e críticas de Mário de Andrade e Monteiro Lobato.

O Monumento, finalmente, foi concluído em 1926, passando a simbolizar o marca da nossa Independência. Em sua cripta está instalada a Capela Imperial, onde repousam os restos mortais de SS. MM. D. Pedro I (falecido em Portugal) e de sua esposa D. Leopoldina (falecida no Rio de Janeiro). Com o Monumento da Independência completou-se o conjunto arquitetônico do Parque do Ipiranga.

Elaborado pelo Prof. Dr. Lincoln Etchebéhere Júnior para o Movimento Cívico em Defesa do Monumento do Ipiranga e do Parque da Independência. Universidade São Marcos Abril, 1997.

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